Um post sem título.

É isso mesmo. Sem título. Mas pelo menos é um post, não é mesmo?

Então vamos à aventura de hoje, que iniciou-se ontem à noite, aproximadamente nesse horário, quando Xéssica me chamou no msn e disse para que nos encontrassemos hoje para colocar nossos cadernos em ordem e fazermos todos os trabalhos que não fizemos ou evitavamos fazer porque falamos mais do que lavadeiras na sala de aula. Combinamos de irmos até à casa da Bruna, mas o Vinícius só tinha passe para ir até o centro e voltar. Daí a Xéssica me lembrou que hoje era feriado. Até meio dia, mas era feriado. Acontece que quando é feriado, tudo aqui em Ribeirão Preto fica mais difícil, inclusive o horário dos ônibus. Sem contar que nossas carteirinhas não passam.

 

 

Eram esses cartões aí de cima, mas trocaram por um mais… feio. Chegando à conclusão de que a carteirinha não passaria, teríamos que pagar o ônibus, mas nós estávamos numa pobreza lazarenta. Estávamos não, estamos. Ser pobre pra nós é tudo. -NQ

Daí, como minha última esperança era minha mãe, pensei em furtar 5 reais da carteira dela e avisar hoje de manhã, para que ela não viesse com o pretexto do “não tenho.”. Sabe o que aconteceu, jovens? Eu fui rolando até a sala, pra ela não me ver, no maior silêncio possível, abri a carteira dela, acendi a luz e dei de cara com um papel escrito “passa amanhã”.

 

Minha própria mãe me trollando.

Eis que então, Xéssica e eu resolvemos dar um jeito de ir pro shopping Santa Úrsula – o point do suicídio da cidade – para fazermos o que teríamos que fazer. Ela, então, avisou o Vinícius e a Bruna – porque claro, quando um se fode, os outros três têm que se foder junto e conosco não é diferente -. Resolvido o problema, fiquei mais algumas horas conversando com ela no msn, até pelo menos, 04h20 da manhã. Isso porque eu teria que acordar às 10h00, organizar algumas coisas, almoçar e ir pro shopping. Deu tudo errado, pelo menos pra mim. Acordei 12h00, não almocei, cheguei atrasada no shopping e pasmem: só o Vinícius tinha chegado, e estava lá assim:

 

 

Pontualidade pra mim, pra Xéssica e pra Bruna, é tudo. Começamos à fazer a lição e depois paramos pra conversar sobre assuntos aleatórios – e quando eu digo aleatório, eu quis dizer aleatório mesmo -. Tão aleatório que, do nada, alguém começou à falar de pênis e a Bruna queria que o Vinicius fosse medir o dele. Mas enfim.

Depois disso, escrevemos durante mais algumas horas e eu me dei conta de que já eram 19h00. A gente não tava nem raciocinando mais, de tanta fome, sono e cansaço. Decidimos terminar o trabalho de biologia e ir cada um pra sua casa, em busca de um prato de comida, daqueles que peão de obra come no almoço, sabe? Mas não tivemos forças nem para terminar o trabalho. Faltam duas questões, ainda. E os testes. E o trabalho de Geografía e o de História.

Mas fomos cada um para suas casas. Chegamos no ponto 19h30, acho e esperamos os ônibus. E esperamos. E esperamos. E só passava ônibus que ia pra garagem. Até que quando eu achei que não podia piorar…

COMEÇA A CHOVER.

E manos, eu queria muito que fosse só uma daquelas chuvinhas pra refrescar, sabe? Mas era um semi-temporal.

 

 

Era pior do que isso, talvez. Daí, como brasileiros que somos, demos um jeito de nos esconder, mas aí São Pedro não contente em foder a porra toda, mandou uma rajada de vento também. Nisso, eu já tava molhada até os joelhos, as meias, em pé “na frente” da Xéssica e ouvindo a Bruna gritando. Porque o Vinícius já tinha pego o ônibus dele, e para provar que nos ama, ainda fez um sinal tipo “se fuderam” pela janela do ônibus.

Deu 20h00 e nada do ônibus, 20h10 e nada, 20h20 e nada… e a chuva só aumentando. Nós já tinhamos perdido as esperanças, até que surgem dois ônibus amarelos e uma luz acendeu em nossa direção. Eram nossos ônibus.

Eu não me contive e dei um grito de alegria. Sério. Depois disso, fiquei no ônibus meia hora até chegar em casa, quando desci, tive que sair correndo e ao chegar no portão de casa, quase embolotei. Pra quem não sabe, embolotar significa cair.

Já fui direto pra área de serviço tirar a roupa molhada pra tomar um banho e jantar, aquele mesmo prato de peão de obra que eu tinha imaginado, e depois que tomei meu banhozinho quente e fui em direção à panela, eu abro e tem o que? Miojo.

Nunca senti tanto ódio na minha vida. E agora eu vou dormir, porque eu estou morta. Ou quase morta.

Xx, lenda viva. N

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