Feliz aniversário, Kengão!

Primeiro de tudo: parabéns ao pintcher. ❤

Todo ano, eu e o mais novo ícone da literatura brasileira, Xéssica Xispector, sempre unimos nossas verbas e compramos presentes aos nossos amigos, porque presente pra nós é tudo. Eis que então, semana passada, Xéssica me contou qual era o esquema e logo depois, sairíamos na árdua busca para comprar algo que nosso pintcher favorito gostasse. De início, pensamos em dar alguma coisa relacionada à Ana Carolina, porque ela é doente por causa dela, assim como eu sou doente por causa da Britney. Mas nossos planos foram por água abaixo quando Kengão (ou Bruna, pros leigo) disse para Xéssica que a irmã dela já daria algo relacionado à Ana Carolina.

Era uma opção à menos na nossa nem tão grande lista assim. Pensamos, pensamos, pensamos… e nada. Terça-feira e nada de decidirmos o que daríamos à ela ainda, mas nosso plano já estava armado. Não iriamos à escola na quinta-feira (hoje) para organizar a surpresa dela, nos encontraríamos no centro, compraríamos as coisas que faltariam e depois, ligaríamos pra ela, faríamos ela de boba durante uma hora e depois daríamos o presente dela.

Mas antes, queria explicar que eu e a Xéssica temos… o hábito de sermos amaldiçoadas. Aham. Nada deu certo.

Como eu estava dizendo, na quarta-feira, depois da escola, fomos comprar o presente dela, que já havíamos – por um milagre divino -, decidido qual seria. Andamos aproximadamente seis horas atrás dos presentes. Compramos uma caixa com manchas de vaquinha, enchemos de papel crepom azul claro e azul escuro, compramos uma vaca azul, revelamos fotos nossas e colocamos num álbum azul e por fim, compramos uma pulseira e mandamos gravar “infinito enquanto dure”.

Antes de gravar, entramos na loja, não tinhamos decidido ainda, aí eu pedi uma sugestão pra mulher, que não estava nem aí pra mim e minha cabeça grande, e então nós duas acabamos decidindo por gravar isso, porque é menos tetudo do que “nós te amamos”, que foi ideia do Vinícius.

Aí acho que a mulher viu que nós estavamos com nossas carteiras na mão e nos deu atenção, porque as pessoas são assim mesmo: movidas pelo dinheiro. Vou reproduzir o diálogo:

– Grava “que seja infinito enquanto dure, reticências.”

– Infinito… enquanto dure!

– Não não, os três pontinhos.

Eu fiquei admirada em ver a capacidade daquele animal racional em confundir reticências com ponto de exclamação. Por fim, ela gravou “Infinito enquanto dure”, mas com o D maiúsculo. E minha vontade de estapear a cara dela infinitamente não passou, mas depois saímos da loja e fomos à papelaria comprar os papeis azuis e os envelopes, também azuis, e depois iríamos ao shopping escrever as cartas e deixar tudo pronto, mas ao chegarmos no shopping, Xéssica já estava azul de fome e então decidimos comer um lanche porque o bolo e os balões azuis, o Vinícius compraria hoje de manhã, quando nos encontrássemos para finalizar a surpresa.

Então, eu e Xéssica decidimos deixar a carta para escrever em casa porque nós já não aguentávamos mais, e fomos cada uma para suas respectivas casas, exaustas.

Eu cheguei cerca de meia hora depois e a Xéssica chegou uma hora e quinze minutos depois. Eu fui tomar banho, e quando voltei, a janelinha do msn estava piscando. Era Xéssica dizendo que o Vinícius não podia gastar muito porque ele tinha cursinho e tinha que comer pastel.

Foi o meu fim, de verdade. Mas não vamos falar sobre valores. Eu e a Xéssica escrevemos nossas cartas e fomos dormir, porque acordaríamos às 08h30 para estar na Cerqueira César às 10h00 pra dar continuídade ao plano. Ela me mandou uma sms dizendo que iria atrasar e eu mandei outra dizendo que não poderia comparecer. Logo em seguida mandei outra falando que tava brincando, só pra ela não correr o risco de infartar e roubarem a caixa. Eu cheguei lá 09h40, o Vinícius às 10h10 e a Xéssica às 10h20. E o Vinícius ainda não tinha escrito a carta dele. Enquanto isso, eu e a Xéssica fomos atrás do bolo. Deixamos a caixa lá com ele e fomos ao mercado no outro quarteirão, quando de repente passa um ônibus amarelo e eu vejo um pintcher em pé, com a cabeça bem preta e uma blusa roxa. Meu mundo caiu. A Xéssica perguntou o que eu tinha, eu contei pra ela e ela imediatamente começou a querer chorar, assim como eu. Aí fomos pra Cerqueira de novo e discutimos com o Vinícius por ele ter sido irresponsável e estragado tudo. Quer dizer, o cara não ajudou em nada, e ainda estragou tudo. Ponto pra ele. Se ele tivesse escrito a carta à noite, ele teria ido ao mercado conosco e quando voltássemos, avistariamos a cabeça negra dela e daríamos um jeito de sumir. Mandamos ela esperar na Cerqueira César e fomos para a praça 7 de Setembro, porque lá, pelo menos, tinha o coreto, daí dava pra acender a vela pro bolo dela e tudo ficaria menos pior. Mas o coreto já estava lotado de manos fumando maconha e rindo, e o outro coreto estava lotado de mendigos e cadeirantes. Atravessamos a rua, fomos à sorveteria, roubamos papel, secamos o plástico e fomos para o shopping, só que lá não poderíamos acender a vela, porque o alarme de incêndio ia disparar e molhar a porra toda, pra acabar de estragar o nosso dia. Eu já estava ensopada, parecendo que havia acabado de sair do mar, nossos cabelos estavam uma maravilha e quando subimos ao terceiro andar, demos de cara com uma filha da puta aí. O dia não podia estar pior, amiguinhos.

Mandei uma sms para a Kenga com os dizeres “shopping. terceiro andar. agora”, embora não precisasse, porque era só ela entrar pela entrada B e seguir as poças de água que ela nos localizaria, e esperamos ela chegar. Pelo menos a filha da puta foi embora antes de ela chegar, porque olha, a Bruna não merecia dar de cara com ela.

A Bruna abriu a caixa e foi olhando presente por presente, com os olhos brilhando de emoção e depois disse que somos as três pessoas mais importantes da vida dela, ignorando o fato de que quando ela abriu o presente e deu de cara com a vaca, eu praticamente voei pra cima dela pra tirar o preço, mas não tinha preço. Eu já estava delirando. Daí pegamos o bolo, colocamos na mesa e a Xéssica teve a ideia genial de desenhar uma chama pra colar na vela, pra parecer que acendeu a vela e cantamos o novo clássico da literatura brasileira:

“Feliz aniversário, que tudo esteja azul. Você é gente fina, bacana pra xuxu.” (Xéssica Xispector)

E ficamos lá, jogadas, cansadas, mas pelo menos, confortadas, porque ela gostou de tudo que ela ganhou, embora eu e a Xéssica achamos pouco.

 

 

Depois, voltamos pra Cerqueira César para irmos cada uma para suas respectivas casas e a Bruna (a da foto) disse: “vocês não merecem isso.” e eu retruquei com um “mas você merece que façamos isso por você.” e ela ficou me olhando com cara de “ownn, o balancinho. *-*” e depois combinamos o que faríamos à noite, mas a chuva fodeu meus planos novamente e eu acabei não indo, agora estou aqui compartilhando com vocês a minha maldição.

E acreditem: quando você acorda pra tomar no cu, você vai tomar no cu o dia inteiro.

Vejo vocês no próximo post, e, antes que dê 00h00, feliz aniversário de novo Bruna, eu te amo cara.

Xx. E não é de Xéssica Xispector agora. :*

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