Era uma vez…

Era uma vez, uma pequena camponesa que habitava longíquas terras de San Gabriel. Essa pequena camponesa estava cansada de San Gabriel, ela queria mais, ela queria aventura, ela queria suspense, ela queria emoção, ela queria sessão da tarde -n

Então, a pequena camponesa conhecida em sua tribo por “Kira”, – que significa guerreiro do morro revoltado cheio de ódio -, aproveitou um drama que assola à todos para sair pelo mundo à fora em busca de seu sonho: prestar vestibular para poder se mudar para uma aldeia maior. Usando apenas a roupa do corpo, nossa pequena Kira partiu para diversas cidades de canoa, mas, como a chuva nas longíquas terras de San Gabriel estava muito forte, pequena Kira pensou: “Sempre faz sol aqui e agora, só porque vou-me embora, dá essa chuva. Seria esse um sinal, meu grande Tupiniquim? Devo ficar em San Gabriel e derrotar todas as pessoas que ousarem fazer mal à minha tribo?

Mas não adiantou, esse pensamento logo afastou-se da mente do pequeno juruna e ela saiu de canoa para diversas cidades, atravessou a mata, lutou com onças, sobreviveu à uma picada de cobra ui e sobreviveu ao lançamento do CD da banda Cine. No caminho de sua jornada, Kira soldada do morro revoltada cheia de ódio passou por um drama que todos já sabem qual é: enchentes. A situação dela piorou muito, porque ela estava de canoa, e então, caiu no rio e as águas sujas levaram seu corpo para longe.

Kira acordou algumas horas mais tarde, em outra aldeia, e então descobriu que todo o seu sofrimento havia sido em vão, pois as águas à levaram para San Gabriel e então Kira percebeu que, esse tempo todo, esteve no rio da cidade, e que a luta com onças, a picada de cobra e a travessia da floresta havia sido psicológico. Tudo era psicológico. Menos o lançamento do CD da banda Cine. Infelizmente.

Frustrada, ela decidiu ir mais uma vez de canoa, só que dessa vez, era uma canoa um pouco maior. Fez as malas novamente e pegou seu mp3 e sua hebecam adquira já a sua no cartão Shimbalaiê em 10x sem juros e partiu novamente rumo à Gran Campina. Ou Campina Grande, para quem não é índio.

Chegando lá, Kira estava se sentindo insegura na hora da prova, e então colocou, nas cotas, que era índia, negra, que era toda natural e bonita pá caramba. Depois de algumas longas semanas, veio o resultado: ela havia passado no vestibular.

Foi uma festa só em sua aldeia, até que chegou, de helicóptero, um primo distante dela. Só que, como ele havia chegado de helicóptero, todas as ocas foram destruídas pela força do vento. Vendo-se num beco sem saída, seu primo prometeu levá-la para um reino lindo e enorme, para que ela pudesse trabalhar e reconstruir as ocas de seu povo. Viu-se tentada à ir, mas não queria abandonar o pai e a mãe. Deixando todo o sentimentalismo de lado, Kira resolveu ir para o tal reino. Foram algumas horas de viagem de helicóptero e quando chegou, Kira precisou passar em algum lugar para tomar um banho pois havia feito xixi nas calças. Então, tomou um banho e vestiu-se com roupas do povo do reino e mais tardar, teria que encontrar a rainha. Seu primo aconselhou que se vestisse e maqueasse da melhor forma possível, pois a rainha criticava gente que se vestia mal.

Chegada à hora, Kira dirigiu-se ao castelo da rainha, que ela logo apelidou carinhosamente de “rainha do pistache”, e ninguém sabe porquê.

Que queres, pequena camponesa distinta?

Peço permissão para morar em seu reino, San Paulo me parece maravilhosa,  majestade.

Terás que matar 4 dragões se quiser morar aqui.

Mas majestade, eu posso morrer!

Problema seu. Mate-os se quiser ficar aqui, senão…

E nesse momento, a rainha passou a unha no pescoço, significando a morte para nossa jovem camponesa. Kira, então, aproveitou todo o seu ódio e foi em busca de dragões na montanha de pistache para matá-los e poder, então, ficar no reino. Matou os 4 apenas por gritar, pois imaginava que agressão física seria, também, psicológico. Amarrou as cabeças num pedaço de arame que a rainha havia dado e arrastou-os montanha abaixo, até chegar ao castelo novamente. Mas antes de chegar ao castelo, ela caiu e rolou montanha abaixo.

Aqui estão os dragões, majestade.

Vejo que você é uma jovem destemida… bem vinda ao meu reino.

Kira, então, pensou: “sou foda” e suas feições cansadas, deram lugar à essa feição:

E, então desvendamos o mistério avassalador: o avassalador, nada mais é, do que nossa jovem Kira cansada por ter lutado com dragões e suja por ter caído e rolado montanha abaixo.

A vida de Kira no reino foi perfeita, tão perfeita que ela nem se lembrou do pai e da mãe durante algum tempo, mas, quando lembrou, enviou-lhes uma fotografia retratando como ela estava:

OI TD BEM

E nossa jovem camponesa foi feliz para sempre. Fim.

Gente, foi tudo uma brincadeira, ok? É que a Kira está vindo para São Paulo e eu resolvi criar essa história completamente fictícia, só pra irritar ela e me vingar, porque ela usou uma foto minha na capa de um caderninho no post sobre caligrafia, lembram-se?

Como diria Grace Carioka: “mulher glamurosa se vinga no silêncio.”

E ah, bem vinda à São Paulo, Kira. Dia 8 de Fevereiro eu também estou aí.

You know, you love me. xoxo,

Rainha do pistache.

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