Ser ou não ser? Sou ou não sou?

Olá meus pequenos ursos polares abandonados no deserto do Saara, como estão?

Cheguei à conclusão de que preciso escrever meus posts no Word, antes de postar, porque olha, não é fácil chegar aqui e escrever o que vem vindo na mente, sério. Então, hoje eu decidi que eu faria um post sobre “tribos”. Não, meus pequenos caciques-juruna, não estou chamando ninguém de índio. Quando eu quis dizer tribo, eu me referi à: alternativo, emo, coloriduxo e from UK. Que fique bem claro que meu objetivo não é julgar ninguém, até porquê cabem todos vocês no meu coraçãozinho, tá? Sério.

Mas antes eu queria fazer um comentário: Gente, o que foi aquele final de novela? O Fred se fodeu sozinho, a Clara virou… enfermeira (?) e nasceram pelo menos 40 crianças no último episódio. Tá bom que eu não acompanhei a novela, mas eu odiei o fato de o Fred ter ficado preso. E se querem saber, eu preferi o capítulo em que descobriram que o Totó estava vivo e a Beth Faria carcou-lhe a mandeoca na cara da Clara.

Agora chega de Passione. Eu pensei em elaborar um pequeno teste, mas eu não estou em condições físicas e nem psicológicas para isso, então eu vou apenas postar a definição de cada um, e vocês tratem de ler e se identificar, preguiçosos!

E ah, antes de tudo: esse post foi inspirado em um dos posts do Te Pego Às 7. Só justificando, porque não quero nenhum advogado na minha porta.

Depois de alguns anos vivendo sobre influência do rock, do axé, do pagode, e de derivados musicais que sofreram um grande ‘abrasileiramento’, o século XXI começa buscando sua inspiração no exterior, como é costumeiro ao povo brasileiro.
A maioria das modas e estilos adotados pelos brasileiros, a partir de 2003, sofrem uma imensa influencia dos gêneros musicais e de bandas estrangeiras.
Vamos então analisar algumas modinhas que surgiram no país e seus respectivos representantes:

Emotional Hardcore: Apesar de ter surgido na década de 80 do século passado, só chegou ao Brasil em 2003 nota-se a agilidade brasileira. Fortemente influênciada pelas músicas depressivas, a moda emo chegou ao país e transformou metade dos adolescentes em figuras tristes, chorosas e extremamente sem vida. Varrendo de norte a sul, o Brasil foi tomado por franjas, chapinhas, colares de bolinhas, luvas de listras, all stars, calças skinnys, blusas pretas e brancas, caveiras etc… Atingindo seu ápice em 2004-2005, vingou fortemente até meados de 2006, começando 2007 em forte decadência. Foi a moda mais banalizada até hoje: da noite para o dia, pagodeiros, manos, rockeiros, punks, góticos, surfistas, skatistas, amanheceram com seu lado emuxo aflorado. As principais bandas que fizeram sucesso na época emo, eram tipo My Chemical Romance, Emoponto, Simple Plan, Good Charlotte e Nx Zero.

From Uk: Depois de passarem alguns anos vivendo em um mundo tão colorido, quanto as fotografias de 1910, as pessoas decidiram que deviam adicionar um pouco mais de cor a suas roupas e cabelos. A moda que começou no Reino Unido (por isso o nome From United Kingdom), chega ao Brasil em 2006 e ganha um grande número de adeptos. O From UK brasileiro, nada é que uma tentativa de imitar a juventude britânica. Nesta época, as bandas inglesas voltam a bombar no Brasil, roubando o cenário das bandas americanas. O movimento UK utiliza-se da moda dos anos 70, contrastando com as modernidades do século XXI, mas sem perder o ar básico do estilo emo. Algumas das principais bandas, eram Beatles, Queen e Modest Mouse.

Alternativo: Depois de viver um período de poucas cores, explodem em 2007/2008, uma moda mais cult: o Indie. Esta moda se baseia na exclusão dos antigos resquícios emo, e promove uma mudança comportamental bem grande. Há a valorização pela moda, culto a cultura (cinema, museus, poesia etc…). Em contra mão, há uma grande repulsa pelo comum, pelos modismos, pela banalização das bandas de rock e da moda. Porém, uma vertente do Indie, tomou um sentido diferenciado. O alternativismo é a vertente mais colorida e menos culta do Indie, ainda mistura elementos do From UK, mas se aproxima mais do Indie, quanto a gosto musical e comportamento. Enquanto o Indie, busca roupas mais básicas, menos coloridas e mais moda, o alternativismo busca retomar alguns aspectos do movimento New Wave dos anos 80/90: roupas mais coloridas, tênis maiores, calças mais coloridas etc…

Neon Music: Este gênero, assim como o emo, é fortemente influenciado pela música. É o alternativismo elevado à enésima potência. Na música mistura o pop, o eletrônico e o pop rock, numa mistura mais animada e balada. Ganhou força no fim de 2008 e explodiu no Brasil agora em 2009. Liderado pelas bandas Cine e Restart, usam e abusam do antigo movimento New Wave, mas mudam completamente quando o assunto é música. É um movimento extremamente colorido e vive seu período de… glória. (?)

 

Depois de analisarmos um a um, podemos perceber as diferenças existentes e assim evitar confusões. Quero lembrar que este post não tem o objetivo de ser cem por cento correto, mesmo porque cada pessoa encara os estilos e as bandas com visões de mundo diferente. Portanto não venha me xingando, eu pesquisei cada estilo aqui descrito e fiz uma síntese. Então vá brigar com o Google e me deixe em paz, ok? E lembrem-se, não vale à pena julgar ninguém por estilo musical, porque cada um é o que é. Vocês gostam de ser julgados? Não, né? Então pronto, não julguem os outros, porque por mais hipócrita que a sociedade seja, temos que aceitar todos.

E é isso meus pôneis do fim do arco-íris, vejo vocês de novo na segunda. Ou amanhã, porque já passou da meia-noite, portanto, já é domingo. E agora eu vou me enforcar num pé de coentro e tomar um copo de sprite com veneno de rato, porque meus amigos fizeram complô pra me deixarem sozinha no msn, no twitter, no Orkut e em todas as outras 84 redes sociais das quais eu faço parte. Ok, não faço parte de 84 redes sociais. E desculpem pelo post sobre estilos, mas eu realmente achei o post muito bom e quis compartilhar com vocês.

Vejo vocês na segunda?

You know, you love me. xx

Queen N.

3 respostas em “Ser ou não ser? Sou ou não sou?

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